domingo, 22 de janeiro de 2017

Polaróides da vida.


Rita escreve em cenas curtas, como se fossem polaróides da vida e a narrativa é construída como um álbum de família, achei interessante a escolha. A narrativa também é pontuada por uma fina ironia que dá um toque de humor ora doce, ora amargo. Rita conheceu Andy Warhol.

É provável que a tenha conhecido (artisticamente) na infância com "on the rocks" que para minha surpresa é uma das suas faixas favoritas também. Muito mais tarde o "Chalé Chaminé" (banda que tive de MPB) gravou "Desculpe o auê" - que tem uma levada bossa nova.

A primeira vez que vez que a vi ao vivo foi no show Bossa N' Roll em 91 / 92 no Guaíra. Foi também a primeira vez que ouvi "ando meio desligado" d'Os Mutantes e "it's only rock n' roll" dos Stones. De certa forma o show foi o pioneiro dos "acústicos".

Há uma parte dramática onde Rita expõe todos os traumas deixando claro que há uma pessoa por trás do mito. Vícios, overdoses, internações, perdas de pessoas queridas... Minha monografia na graduação em 2001 foi sobre Os Mutantes e usei como fonte o livro "A Divina Comédia dos Mutantes" do jornalista Carlos Calado de 1996 (o único, que eu saiba, publicado sobre o grupo), um livro que ela não aprovou (e ao que parece nenhum dos outros integrantes também) por diversos motivos. Ela elogiou muito a biografia ficção "Rita Lee mora ao lado" do escritor Henrique Bartsch lançado em 2006 que virou musical em 2015 com Mel Lisboa no papel principal (que infelizmente não vi). Bartsch faleceu em 2011 aos 60 anos.


Foto de divulgação do musical "Rita Lee mora ao lado" quando passou por Curitiba.

Quando compus "Amor e Sal" uma canção gravada em um ensaio pelo "Chalé" em 2002 um amigo comentou que parecia "Rita Lee". Achei um baita elogio.

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